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21 de Mayo, 2006


liliana aleman, argentina

NI ÉL DE RIGUROSO FRAC

 

o ella viéndonos desde la ventana

¡oh...!   tus felinos   se disuelven

en lo oscuro de mi repisa

 

 

¡ay! en todo como  una mano

que cierra algo

que se yergue más allá de la cabeza

 

¡ay...!      nadie

que vuelva atrás su carne

en el espacio elástico

 

("LLueve el ausente", libro (inédito) de poemas)

Por lobitogabriel - 21 de Mayo, 2006, 16:28, Categoría: poesia
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carlos de la pua, argentina

Hermano chorro

Carlos de la Púa

Hermano chorro, yo también
se del escruche y de la lanza...
la vida es dura, amarga y cansa
sin tovén.

Yo también tengo un laburo
de ganzúa y palanqueta.
El amor es un balurdo
en puerta.

Con tal que no sea al pobre
robá, hermano, sin medida...
Yo se que tu vida de orre
es muy jodida.

Tomá caña, pitá fuerte,
jugá tu casimba al truco
y emborrachate, el mañana
es un grupo.

¡Tras cartón está la muerte!

Por lobitogabriel - 21 de Mayo, 2006, 16:18, Categoría: poesia
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Silvana Guimarães, Brasil

MISCIGENAÇÃO

Um bisavô
tinha parte
com o vento.
Durou pouco,
não chegou
aos quarenta.
A bisavó
era de pés
tão fincados
na terra,
que viveu cem.
Um outro
juntou ouro,
fama, poder.
A outra,
por pouco,
quase põe
tudo a perder.
Uma avó,
resignada,
fez filhos
e rezas.
A outra,
decidida,
filhos e
revolução.
Um avô era
poeta.
O outro era
padeiro.
O que no fim
dá no mesmo:
tudo pão.

envio Carlos Machado, Poesia.net.

Por lobitogabriel - 21 de Mayo, 2006, 16:15, Categoría: poesia
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Üzeyir Lokman ÇAYCI- turquia/francia

Reflexión

 

Hemos compartido una manzana

pero no hemos podido

compartir las pesadumbres,

las preocupaciones.

 

Hemos reemplazado los vidrios partidos

pero no hemos tenido fuerza

para los corazones.

 

Fuimos felices entre el verde y las flores

pero no hemos podido

protegernos de las espinas.

 

Üzeyir Lokman  ÇAYCI

Paris, 20.02.2000

Poemas traducidos al español, del francés e inglés, por Mercedes Ortega González-Rubio

y Manuel Guillermo Ortega (Guillermo Tedio)

Por lobitogabriel - 21 de Mayo, 2006, 16:08, Categoría: poesia
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Jessica Isla- Honduras.

CAMBIO DE PIEL 

 

Solo es la vieja costumbre

de mudar la piel,

sin nombre, ni apellidos

 

Solo espacios,

intemporalidad.

 

Recurrencias,

apropiación de noche

Reino de los sentidos,

 

 

Cambiar de corteza

dejar que se vaya poco a poco,

salir a caminar

mientras me diluyo a

pedazos.

 

La estética del yo,

Ego-maníaca

Egocéntrica

Solo por un rato,

darme el permiso.

 

Admitirme en el silencio,

donar lo que me sobre,

perdonarme la imperfección.

Imperfecta, imperfecta

Alabadas sean las diosas.

 

Morir de rabia

desmayarme,

morder a las personas

saltar sobre las bancas de los parques

(en especial los nuevos)

Intertextualidad.

 

 

 

 

Olvidar,

conocer

Amar 

Esperar

 

Todos verbos insomnes

 

En una tarde cálida

 

atrapar a los sueños,

 

pasearlos por las

calles.

 

Sonreír...

 

tener tiempo para

sentarse sobre la impunidad

y desgarrarle la piel

con dulces papelitos de

colores.

 

No volver a hablarle a

la justicia,

(de puro y banal resentimiento)

 

Señalar a los tipos de la esquina,

a los burócratas,

a los elegidos

a los habladores de cafetín,

a los seudo-artistas,

a los reconciliadores de la mierda.

 

Raparme la cabeza,

y recorrer las calles

vestida de paciencia,

oído

luz

ventana.

 

En fin,

 

asomarme un ratito a

 

lo posible.

 

 

 

Por lobitogabriel - 21 de Mayo, 2006, 15:34, Categoría: poesia
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Vinícius de Moraes. Brasil

Pátria minha

 

A minha pátria é como se não fosse, é íntima

Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo

É minha pátria. Por isso, no exílio

Assistindo dormir meu filho

Choro de saudades de minha pátria.

 

Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi:

Não sei. De fato, não sei

Como, porque e quando a minha pátria

Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água

Que elaboram e liquefazem a minha mágoa

Em longas lágrimas amargas.

 

Vontade de beijar os olhos de minha pátria

De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...

Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias

De minha pátria, de minha pátria sem sapatos

E sem meias, pátria minha

Tão pobrinha!

 

Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho

Pátria, eu semente que nasci do vento

Eu que não vou e não venho, eu que permaneço

Em contato com a dor do tempo, eu elemento

De ligação entre a ação e o pensamento

Eu fico invisível no espaço de todo adeus

Eu, o sem Deus!

 

Tenho-te no entanto em mim como um gemido

De flor; tenho-te como um amor morrido

A quem se jurou; tenho-te como uma fé

Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito

Nesta sala estrangeira com lareira

E sem pé-direito.

 

Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra

Quando tudo passou a ser infinito e nada terra

E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu

Muitos me surpreenderam parados num campo sem luz

À espera de ver surgir a Cruz do Sul

Que eu sabia, mas amanheceu...

 

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha

Amada, idolatrada, salve, salve!

Que mais doce esperança acorrentada

O não poder dizer-te: aguarda...

Não tardo!

 

Quero rever-te, pátria minha, e para

Rever-te me esqueci de tudo

Fui cego, estropiado, surdo, mudo

Vi minha humilde morte cara a cara

Rasguei poemas, mulheres, horizontes

Fiquei simples, sem fontes.

 

Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta

Lábaro não; a minha pátria é desolação

De caminhos, a minha pátria é terra sedenta

E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular

Que bebe nuvem, come terra

E urina mar.

 

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem

Uma quentura, um querer bem, um bem

Um libertas quae sera tamen (21)

Que um dia traduzi num exame escrito:

"Liberta que será também"

E repito!

 

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa

Que brinca em teus cabelos e te alisa

Pátria minha, e perfuma o teu chão...

Que vontade me vem de adormecer-me

Entre teus doces montes, pátria minha

Atento à fome em tuas entranhas

E ao batuque em teu coração.

 

Não te direi o nome, pátria minha

Teu nome é pátria amada, é patriazinha

Não rima com mãe gentil

Vives sem mim como uma filha, que és

Uma ilha de ternura: a ilha

Brasil, talvez.

 

Agora chamarei a amiga cotovia

E pedirei que peça ao rouxinol do dia

Que peça ao sabiá

Para levar-te presto este avigrama:

"Pátria minha saudades de quem te ama...

Vinícius de Moraes."

 (21) Liberdade, ainda que tardia.

 Literatura Comentada

Seleção de textos, notas, estudo biográficos, histórico e crítico por Carlos Felipe Moisés Abril Educação - 1980

envio Rui Mendes

Por lobitogabriel - 21 de Mayo, 2006, 15:31, Categoría: poesia
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Eva Gerlach, Holanda, en portugues

EVA GERLACH (1948)

DUPLO

Um homem de bicicleta tão veloz que quase não o víamos
passou e gritou com uma voz rouca cuidado
mas antes de podermos reagir já ele passara
e antes de podermos ver já quase se perdera.

Devia ser um profissional, era ver como debaixo
do viaduto desapareceu, quase transparente, uma nuvem
de pó, não que se erguesse do asfalto, antes
cada vez mais e mais seguro por si mesmo se alcançar.

DUPLO

Um homem de bicicleta tão veloz que quase não o víamos
passou e gritou com uma voz rouca cuidado
mas antes de podermos reagir já ele passara
e antes de podermos ver já quase se perdera.

Devia ser um profissional, era ver como debaixo
do viaduto desapareceu, quase transparente, uma nuvem
de pó, não que se erguesse do asfalto, antes
cada vez mais e mais seguro por si mesmo se alcançar.


"Uma Migalha na Saia do Universo - Antologia da Poesia Neederlandesa do Século
Vinte"- (tradução de Fernando Venâncio) Envio Rui Mendes

Por lobitogabriel - 21 de Mayo, 2006, 15:28, Categoría: poesia
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dia de los museos, Luis Repetto Málaga

18 de Mayo: Día Internacional del Museo

Los Museos y Los Jóvenes

 

El Día Internacional del Museo fue instituido por el Consejo Internacional de Museos (ICOM por sus siglas en inglés) en 1976, para destacar en esta fecha la fundamental misión que realizan los museos en la sociedad contemporánea. EL ICOM es una organización profesional que agrupa a instituciones y trabajadores de museos en más de 130 países del mundo. Sus principales actividades están vinculadas a promover la labor museística, el intercambio profesional y a estimular la defensa del patrimonio cultural en todas sus manifestaciones. Su filial peruana está presidida actualmente por el arquitecto Javier Luna Elías. 

La definición de museo ha evolucionado tremendamente a pesar de que el ICOM no ha logrado ponerse de acuerdo para satisfacer las necesidades contemporáneas. 

Para el ICOM, el museo es una institución permanente al servicio de la sociedad, que adquiere, conserva, investiga y expone los testimonios materiales del hombre y de la naturaleza con fines de educación y deleite. 

Esta última acepción tiene vital importancia en el mundo globalizado que nos toca vivir. Sin embargo, se está intentando llegar a una nueva definición que permita incorporar las tecnologías de última generación y las  propuestas más acordes con los tiempos y con la visión integral de patrimonio que propicia hoy la UNESCO y que incluye los parques nacionales, los santuarios, las reservas naturales, los acuarios, los jardines botánicos, los archivos en todas sus manifestaciones, las bibliotecas y todos aquellos espacios destinados a la conservación del patrimonio.

En países como los nuestros seguimos manteniendo la noción tradicional perfectamente válida y los museos siguen cumpliendo una misión esencial no solo en la transmisión del conocimiento y en su conservación, sino también en la promoción y difusión del patrimonio que contribuyen a consolidar la autoestima y la cohesión de grupo.

La historia de los museos en el Perú se remonta a 1822 cuando, por instrucciones del general don José de San Martín, su ministro Bernardo Monteagudo crea el Museo Nacional y la Biblioteca Nacional. Desde entonces mucha agua ha corrido bajo el puente y los museos peruanos han tenido que soportar numerosas vicisitudes, tantas como las que han afectado a nuestra Biblioteca Nacional que recién en el siglo XXI ha logrado trasladarse de local después de interminables dilaciones y todavía con muchas carencias, pero con una gran ilusión de contribuir a la investigación y al fomento de la lectura.

El Museo Nacional también tiene lo suyo y hoy, luego de varios traslados y de algunas transformaciones, se ha convertido en el Museo Nacional de Arqueología, Antropología e Historia del Perú, nombre bastante largo aunque no lo suficiente para expresar la verdadera dimensión de lo que almacena; es decir, la memoria de una civilización como la peruana que merecería grandes presupuestos para atender las necesidades geométricas de este recinto que alberga la más valiosa colección arqueológica del país y una de las más importantes del mundo, sobre todo en el campo textil.

Pero los museos no solo están constituidos por sus colecciones sino también por su labor de extensión que muchas veces es incomprendida y para la cual se necesitan expertos tanto en museología como en gestión de museos, especialistas en servicios educativos y en acción cultural. Quedaron muy atrás los tiempos de visitas paporreteras a los museos para copiar acuciosamente los datos que encontrábamos en las vitrinas y en los paneles. Este anticuado método tiene que concluir definitivamente en nuestro país si no queremos alimentar un sentimiento de museofobia en los estudiantes de cualquier nivel. Pero para ello los museos deben estar preparados y contar con el personal idóneo, cosa que es muy difícil en nuestra realidad.

Los museos nacionales padecen muchas necesidades y en el campo profesional muchos de sus integrantes se han formado a través de la experiencia o, en el mejor de los casos, provienen de las ciencias sociales aunque no sea exclusivamente su campo de acción; también muchos profesionales de las ciencias exactas tienen su lugar en los museos. La capacitación y la alianza con las escuelas y específicamente con el Ministerio de Educación son fundamentales.  Lo ideal sería contar con los profesionales adecuados que capaciten a los maestros, quienes en una visita previa deberían recibir las instrucciones necesarias para aprovechar al máximo la visita y que esta no se convierta en una mera recopilación de datos. Las colecciones de los museos arqueológicos, que son los que más abundan en nuestro país, no están adaptadas a la nueva museología, adoleciendo de un lenguaje antiguo o sumamente especializado y de información desactualizada que espantan al visitante, y muchas veces la información consignada no coincide con los textos escolares. Lo ideal es que el maestro dicte una clase in situ y no obligar al estudiante a tomar nota de una infinita sucesión de datos que no conducen a  nada beneficioso.

 

Como se ha dicho, tan importantes como las visitas son las actividades complementarias que los museos pueden desarrollar a través de exposiciones temporales e itinerantes, de conferencias, de visitas especiales, de programas novedosos, incluyendo la atención nocturna, y de propuestas artísticas para articular a los usuarios con el museo.

Se acabaron los “museos cementerios” en el sentido peyorativo porque hasta estos espacios funerarios se han convertido en dignos representantes de una conjunción que resultaría ideal para la comprensión integral del patrimonio. 

Son ciudades para los muertos con todo lo que existe en una urbe: calles, plazas, canales, alamedas, campos verdes, sistemas de descanso y otros elementos donde se combina el paisaje, la producción cultural del hombre y los contenidos inmateriales a través de la muerte, el duelo y el luto. Un mundo encerrado dentro de otro donde la interacción es imperceptible y quien lo visita cree que está yendo solo a encontrarse con el difunto, mientras que simultáneamente realiza una visión participativa del patrimonio.

Pero además del espacio funerario tampoco hemos puesto atención en los espacios industriales –una nueva tendencia en nuestro país–, sobre todo de parte de las autoridades insensibles e ignorantes de la responsabilidad que tienen frente a la conservación de las antiguas fábricas textiles, tabacaleras o cerveceras, las estaciones ferroviarias, los socavones de minas, los pozos petroleros, centrales hidroeléctricas no operativas, los barrios obreros, los cines, es decir la infinita variedad de elementos que han contribuido al desarrollo de nuestras sociedades a partir de la revolución industrial. 

Espacios que se encuentran sin un marco legal y desprotegidos, sin merecer más que una abominable mirada de propios y extraños, por lo menos en nuestro territorio.

Desconocemos lo que significan los parques temáticos y las posibilidades que podemos obtener a partir de la enseñanza y conservación de estos monumentos para mostrar a la sociedad el desarrollo evolutivo de nuestra industria, los procesos, el modo como hemos llegado a esta situación por lo menos en el campo de las telecomunicaciones y la informática, además de los medios de comunicación.

La mayoría de museos se halla concentrada en Lima, mientras que en el interior su situación puede calificarse de incipiente, sobre todo en cuanto a infraestructura. Casos excepcionales son los de la costa norte –el Museo de Tumbas Reales de Sipán en Lambayeque, el Museo Nacional de Sicán en Ferreñafe, el Museo y Valle de las Pirámides en Túcume (quizás el mejor ejemplo en nuestro país de apropiación social del patrimonio)–, todos fruto de los esfuerzos de un conjunto de profesionales que viene trabajando con la comunidad desde hace casi veinte años con excelentes resultados que no pueden cuantificarse por los indicadores tradicionales. 

Pero no todo es dinero y prueba de ello es el Museo Afroperuano en la ciudad de Zaña, toda una realidad que le hace justicia a su población y a la historia de gloria que esta vivió en el siglo XVII, realzada por el paso y la muerte de Santo Toribio de Mogrovejo en este espacio privilegiado del Perú. En Piura, el Museo Vicús alberga una colección de metales extraordinaria recolectada por Manuel Justino Ramírez, y merecen también referencia los museos de frontera, el museo de Narigualá, contiguo al sitio arqueológico, y el proyectado museo en el Centro Cultural San Miguel. Leymebamba en Amazonas posee un museo ejemplar que aparte de una respetable colección de restos humanos ha 

incorporado la arquitectura vernacular y despliega  esfuerzos para integrar a los  pobladores con su patrimonio, a pesar de que ni este ni los de la costa norte han logrado posesionarse como destinos turísticos para los visitantes alejados de estas comunidades. 

Sería largo detallar la situación de los más de doscientos museos que en el país padecen  de carencias de todo tipo, sobre todo de espacio. El Valle del Mantaro, por ejemplo, donde es preciso recordar al padre Razzeto, quien con gran esfuerzo recuperó las colecciones del Museo de Sitio de Wariwilca y  las almacenó en el colegio Salesiano y en el Instituto Nacional de Cultura de Junín, pues el patrimonio no escapó de las atrocidades de la subversión y el museo tuvo que desmantelarse para su protección. 

Aquí podrían desarrollarse interesantes experiencias de economuseos que consisten en la habilitación de territorios con contenidos especiales para combinar experiencias vivenciales y patrimoniales. La riqueza cultural del Valle del Mantaro; las habilidades extraordinarias de sus habitantes en la elaboración de textiles, en la orfebrería, en el tallado en madera, en los bordados; la más rica expresión cultural del Perú: el mate; darían lugar a satisfactorias sinergias de paisajes, producciones culturales y patrimonio vivo como música y  danza.

Pero volvamos al 18 de mayo, al Día Internacional del Museo, cuyo tema central este año –según lo dispuesto por el ICOM– será la relación de los museos con los jóvenes, teniendo en cuenta cuán indispensable es crear mecanismos de acercamiento para involucrar a este sector de la población en el valor del patrimonio cultural, ofrecerles nuevas posibilidades de integración y de interés como programas de voluntariado o reforzamiento de vigías de patrimonio para lograr, a través del conocimiento de los valores culturales de su comunidad, el desarrollo de su autoestima, de su orgullo y de sus fortalezas como miembros de la sociedad peruana.

 

Luis Repetto Málaga

Presidente ICOM LAC- Organización Regional para América Latina y el Caribe del Consejo 

Internacional de Museos
envio itinerario de la palabra

 

Por lobitogabriel - 21 de Mayo, 2006, 15:19, Categoría: lecturas
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györgy somlyó, hungria, en portugues

Fábula-cosmogonia

Os insectos nocturnos em torno da luz
As estrelas em torno das estrelas
Os meus pensamentos em torno de ti
Eu em torno do nada
O nada em torno de mim

Os meus pensamentos em torno de si mesmos
Tu em torno dos meus pensamentos
O nada em torno de ti
Os insectos nocturnos em torno do nada
As estrelas em torno de mim

Eu em torno dos meus pensamentos
As estrelas em torno de ti
Os insectos nocturnos em torno das estrelas
A luz em torno dos insectos nocturnos
O nada em torno da luz

As estrelas em torno de si mesmas
Os insectos nocturnos em torno de si-mesmos
Tu em torno de ti mesma
Eu em torno de mim mesmo
O entorno em torno do entorno


györgy somlyó

encontrado em http://theresonly1alice.blogspot.com/

____________________________
Enviado por Amélia Pais-
http://barcosflores.blogspot.com/

Por lobitogabriel - 21 de Mayo, 2006, 15:15, Categoría: poesia
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mario benedetti, uruguay

Mario Benedetti

Uruguay

TEORÍA Y PRÁCTICA

 

Señoras y señores
hoy trataremos del imperialismo
tema difícil si los hay
y a veces engorroso de sitiar
en sólo media hora de pésimas noticias

en consecuencia intentaré abordarlo
tal como en un pasado alegre y misterioso
se solía abordar los bajeles piratas
quiero decir
                de un modo irregular

digamos por ejemplo
que una campana suena a lo lejos mansa
y purifica el diálogo y se queda
como el sol en las copas de los árboles

a pesar del calor el horizonte
se pone su bufanda
y unos pájaros sueltos y agilísimos
la recorren
                y no son golondrinas

nada de eso es el imperialismo

digamos por ejemplo
que una muchacha quiebra la mañana
con sus caderas móviles
sus ojos perentorios
sus labios de cosecha
su paso que no pasa
y el muchacho espera invencible y modesto
la incluye en su destino la estudia poro a poro
y así centineleándola
                se atreve o no se atreve

tampoco eso es el imperialismo

digamos por ejemplo
que un niño escucha el mundo y decidiéndose
le echa su bocanada de candor
aprende cómo son sus pies y se los come
discute con el techo y lo convence
llora para variar y porque sabe
que a su alarido comparece el seno
con su promesa láctea y esa piel
que le gusta sentir junto a los párpados
y sabe que es feliz aunque no sepa
qué precio va a pagar o qué desprecio

tampoco eso es el imperialismo

digamos por ejemplo
que un viejo está aprendiendo el alfabeto
y clave en su memoria los diptongos
y las esdrújulas que son tan cómodas
porque llevan acento indiscutible
tiene rostro de cuáquero este viejo
pero el alma la tiene de resorte
y escribe llubia porque en su campito
nunca vio que lloviera con ve corta

tampoco eso es el imperialismo

digamos por ejemplo
que una máquina late en el delirio
dice ruidosamente su producto
y las manos lo ayudan lo enderezan
lo limpian lo acicalan y lo envasan
manos que se conocen hace años
y hace años se mojan y se secan
se dan la bienvenida y los adioses
se preguntan se llaman se responden
se apoyan en la máquina materna
que dice su producto y carraspea
y cuando las ve juntas veteranas
suelta dos o tres lágrimas de aceite

tampoco eso es el imperialismo

digamos por ejemplo
que en la serena noche conyugal la pareja
hizo un hijo porque le dio la gana
y le ha dado la gana porque sabe
que un hijo es el profeta cotidiano
irá anunciándolos de sol a sol
irá diciendo a todos que es un hijo
y se alimentará con insolente
apetito y probará la patria
como si fuera pan caliente y nuevo

tampoco eso es el imperialismo

digamos por ejemplo
que la frontera pierde sus aduanas
y hasta nos invadimos los unos a los otros
nos prestamos volcanes y arroyitos
y cobre y antropólogos y azúcar
y lana y proteínas y arcoiris
y alfabetizadores y durmientes
y poetas y prosistas y petróleo
y el contrabando queda para el viento
y para los amantes migratorios

tampoco eso es el imperialismo

digamos por ejemplo
que la lluvia y el sol nos pertenecen
también el sobrecielo y el subsuelo
las provincias de nuestro corazón
y el territorio de nuestro trabajo

somos iguales ante los iguales
en un mundo de pares y sin otros
una linda locura de los cuerdos
y cierta estratagema de justicia
vamos poniendo tildes a presagios
que se cumplieron o se están cumpliendo
en un comienzo fuimos sólo islas
ahora somos urgentes archipiélagos

tampoco eso es el imperialismo

y digamos por último
que tenemos la noche y nuestra casa
y un reloj que no cuenta hacia la muerte
la ciencia avanza tanto que ha logrado
aislar el virus de la xenofobia
y la patria es ahora un salado bautismo
que va de mar a mar
y los abismo siguen existiendo
aunque nadie se arroje a su silencio

siempre es duro vivir pero se vive
dentro de las esclusas de la vida

y una vez más afirmo
nada de esto es el imperialismo

confío no haber sido demasiado sectario
en el enfoque teórico del tema

señoras y señores
acaba de avisarme un compañero
que afuera nos esperan los señores gendarmes
tal vez para brindarnos alguna clase práctica

deseémonos coraje
y buena suerte

he dicho
                muchas gracias

 

Por lobitogabriel - 21 de Mayo, 2006, 8:47, Categoría: poesia
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